| Picture,2010 Rita Abreu |
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Casa Bernardo Today
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Laura antes de mais existem coisas muito fáceis de fazer | Sábado 2 de Outubro 2010 | Casa Bernardo

A direcção do museu bernardo tem o prazer de convidar V. Exa. a estar presente na inauguração da exposição " Laura antes de mais existem coisas muito fáceis de fazer" da autoria de Rita Abreu,Rodrigo Tavarela Peixoto,Margarida Dias Coelho,Soraya Vasconcelos,Cristina Ataíde,Susana Anágua e Bárbara Assis Pacheco que terá lugar no próximo dia 2 de Outubro pelas 21 Horas na Casa Bernardo
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
“SITIO” Valter Vinagre
fotografias Paula Nobre
“SITIO” refere-se a um lugar. Esse lugar era o Matadouro Municipal de Caldas da Rainha, desenhado por Rodrigo Berquó em 1891 e inaugurado em 1894.
Quando lá entrei pela primeira vez em 1988, para fotografar, acompanhei os animais desde a sua entrada passando pelo abate, desmancho e saída para os talhos. Era uma arquitectura tão higiénica como feérica. Balidos misturados com vozes humanas, um cheiro adocicado a sangue e fezes, vapor de água e ruína.
Em 1997 volto a fotografar essa estrutura (desactivada em 1988/1989) para o catálogo “Spirit House” de Marina Abramovic que aí desenvolveu trabalhos de sua autoria. O lugar conservava, ainda, a memória das suas vítimas. Ganchos pendurados, tanques para animais mortos vazios, assim como vazios de água os bebedouros. Só silêncio e o mesmo cheiro que persistia anos após o seu encerramento e desinfestação.
É, neste lugar e durante este trabalho que contraio uma febre- a que os médicos não deram nome, nem explicação- que me manteve durante mais de uma semana entre o “cá e o lá”.
Lugar de suplício, de sacrífio. Lugar que já não existe, que foi transformado, branqueado. Em “SITIO” está a ruína, a violência, o medo, a morte, a memória….
Valter Vinagre
Mucifal, Julho de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010

“SITIO” refere-se a um lugar. Esse lugar era o Matadouro Municipal de Caldas da Rainha, desenhado por Rodrigo Berquó em 1891 e inaugurado em 1894.
Quando lá entrei pela primeira vez em 1988, para fotografar, acompanhei os animais desde a sua entrada passando pelo abate, desmancho e saída para os talhos. Era uma arquitectura tão higiénica como feérica. Balidos misturados com vozes humanas, um cheiro adocicado a sangue e fezes, vapor de água e ruína.
Em 1997 volto a fotografar essa estrutura (desactivada em 1988/1989) para o catálogo “Spirit House” de Marina Abramovic que aí desenvolveu trabalhos de sua autoria. O lugar conservava, ainda, a memória das suas vítimas. Ganchos pendurados, tanques para animais mortos vazios, assim como vazios de água os bebedouros. Só silêncio e o mesmo cheiro que persistia anos após o seu encerramento e desinfestação.
É, neste lugar e durante este trabalho que contraio uma febre- a que os médicos não deram nome, nem explicação- que me manteve durante mais de uma semana entre o “cá e o lá”.
Lugar de suplício, de sacrífio. Lugar que já não existe, que foi transformado, branqueado. Em “SITIO” está a ruína, a violência, o medo, a morte, a memória….
Valter Vinagre
Mucifal, Julho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Le Regard | Jorge Feijão| Casa Bernardo
domingo, 11 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Jorge Feijão na Casa Bernardo
Entramos pelo páteo de uma casa envelhecida numa rua escondida
na confusão da cidade. Piso térreo, janelas e portadas quebradas
pelo sol, um caminho estreito. Entramos. Na intimidade da casa,
dos quartos, da antiga cozinha, subimos ao sótão, descemos
à cave. As paredes acusam a humidade da terra e o telhado
o peso da gravidade. Acendemos a lareira. Vamos ao jardim.
Falamos com as pessoas que ocuparam o espaço, do trabalho já
feito, das obras expostas e por expôr. São artistas alguns,
curiosos e amadores outros, mas acima de tudo, são amigos.
Amigos do projecto e do seu principal responsável, Pedro
Bernardo, fundador e criador do Museu Bernardo, dois anos
antes. Conversamos. Sobre arte, projectos e vontades. Surge a
associação para apoiar, defender e divulgar arte contemporânea
e criar um espaço de convívio e intervenção cívica que
reduza e questione o hiato entre a arte e a vida. Agradecemos
profundamente a cedência desinteressada dos donos da casa. E,
nesse espaço improvável de criação, de partilha entre o artista
e o público, os artistas e a terra, começamos lentamente a
avançar nessa direcção, entrando sem auras nem delongas, na
intimidade da prática do fazer artístico.
A casa aparece despida na sua simplicidade, sem artifícios
ou grandes espectáculos. E, na singularidade do espaço e dos
encontros que ele nos proporciona, são as obras que fazem o
espaço e não o espaço que faz as obras. E, talvez por isso, a
desordem e o diálogo que estabelecem entre si façam parte deste
nosso tempo que atravessamos.
Inaugura-se a casa com a exposição do Jomi. Aqui, na Casa,
no Centro Cultural e de Congressos e no Centro de Artes, é
curioso que “Le Regard” de Jorge Feijão, nos obrigue a um olhar
pela cidade e pelas suas instituições e nos obrigue, no rigor
laborioso com que criou a exposição, a um diálogo com a própria
geografia da cidade. Trabalho aturado que nos interpela pela
tensão do gesto no longo vazio da tela.
Ao lado do CCC e do Centro de Artes, a casa cresce e com ela,
o desejo de futuras e profícuas relações, exposições, mais trabalho, mais gente, mais amigos. Para arriscar pontes. Com todos.
Jorge Feijão na Casa Bernardo Sábado dia 20 de Março 2010, 21.30
na confusão da cidade. Piso térreo, janelas e portadas quebradas
pelo sol, um caminho estreito. Entramos. Na intimidade da casa,
dos quartos, da antiga cozinha, subimos ao sótão, descemos
à cave. As paredes acusam a humidade da terra e o telhado
o peso da gravidade. Acendemos a lareira. Vamos ao jardim.
Falamos com as pessoas que ocuparam o espaço, do trabalho já
feito, das obras expostas e por expôr. São artistas alguns,
curiosos e amadores outros, mas acima de tudo, são amigos.
Amigos do projecto e do seu principal responsável, Pedro
Bernardo, fundador e criador do Museu Bernardo, dois anos
antes. Conversamos. Sobre arte, projectos e vontades. Surge a
associação para apoiar, defender e divulgar arte contemporânea
e criar um espaço de convívio e intervenção cívica que
reduza e questione o hiato entre a arte e a vida. Agradecemos
profundamente a cedência desinteressada dos donos da casa. E,
nesse espaço improvável de criação, de partilha entre o artista
e o público, os artistas e a terra, começamos lentamente a
avançar nessa direcção, entrando sem auras nem delongas, na
intimidade da prática do fazer artístico.
A casa aparece despida na sua simplicidade, sem artifícios
ou grandes espectáculos. E, na singularidade do espaço e dos
encontros que ele nos proporciona, são as obras que fazem o
espaço e não o espaço que faz as obras. E, talvez por isso, a
desordem e o diálogo que estabelecem entre si façam parte deste
nosso tempo que atravessamos.
Inaugura-se a casa com a exposição do Jomi. Aqui, na Casa,
no Centro Cultural e de Congressos e no Centro de Artes, é
curioso que “Le Regard” de Jorge Feijão, nos obrigue a um olhar
pela cidade e pelas suas instituições e nos obrigue, no rigor
laborioso com que criou a exposição, a um diálogo com a própria
geografia da cidade. Trabalho aturado que nos interpela pela
tensão do gesto no longo vazio da tela.
Ao lado do CCC e do Centro de Artes, a casa cresce e com ela,
o desejo de futuras e profícuas relações, exposições, mais trabalho, mais gente, mais amigos. Para arriscar pontes. Com todos.
Jorge Feijão na Casa Bernardo Sábado dia 20 de Março 2010, 21.30
sábado, 13 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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